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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe nesta sexta-feira (16) a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, em reunião que antecede a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O encontro está programado para ocorrer às 13h e deve tratar dos próximos passos do tratado e da cooperação bilateral.
A assinatura oficial do acordo está marcada para sábado (17) em Assunção, no Paraguai, país que exerce atualmente a presidência pro tempore do Mercosul. Apesar de ser o principal negociador do bloco sul-americano, Lula não participará presencialmente da cerimônia de assinatura, e será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
O tratado, negociado por mais de 25 anos, prevê a criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo aproximadamente 718 milhões de pessoas e removendo a maior parte das tarifas comerciais entre os dois blocos.
Segundo o governo brasileiro, a reunião no Rio é um passo político importante para consolidar o protagonismo do Brasil nas negociações e reforçar a cooperação com a União Europeia após a aprovação do acordo pelos Estados-membros europeus em 9 de janeiro de 2026. França, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda foram alguns dos países que manifestaram objeções ao texto durante a votação.
Além da presença de representantes europeus no Rio, a visita de Ursula von der Leyen inclui deslocamento ao Paraguai para participar da cerimônia de assinatura, considerada um marco na relação entre o Mercosul — formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — e a União Europeia.
Após a assinatura, o acordo seguirá para ratificação pelos Parlamentos dos países membros antes de entrar em vigor.
A participação de Lula no encontro no Brasil, mas sua ausência na assinatura formal em Assunção, ocorre em um momento de intensificação dos esforços políticos para fechar o pacto multilateral que deverá impulsionar o comércio entre os dois blocos após mais de duas décadas de negociações.