A Corte de Apelação de Roma adiou novamente, nesta terça-feira (20), a decisão sobre o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que está detida na Itália desde julho de 2025 e enfrenta processo para ser enviada ao Brasil para cumprir penas definidas pela Justiça brasileira. A análise do caso foi remarcada para fevereiro, após a Corte afirmar que necessita de mais tempo para examinar documentos e aspectos do processo.
Durante a audiência — realizada a portas fechadas — a defesa de Zambelli apresentou argumentos centrados nas supostas condições da Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia), local onde ela cumpriria a pena caso seja extraditada, alegando que o estabelecimento não atende a padrões de direitos humanos. Os magistrados decidiram que esses elementos precisam ser avaliados com mais profundidade antes de uma deliberação final sobre o pedido de extradição.
Atualmente, Zambelli permanece detida no presídio feminino de Rebibbia, em Roma, enquanto o processo é analisado pela Justiça italiana. Mesmo que a Corte de Apelação autorize sua extradição, a decisão ainda poderá ser objeto de recurso à Corte de Cassação, a instância máxima da Justiça italiana.
No Brasil, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 8 meses de prisão por invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal em um episódio de perseguição a um homem em São Paulo, decisões já transitadas em julgado.
Este adiamento acontece em meio a uma série de remarcações do processo de extradição pela Corte italiana desde 2025. Entre os fatores que motivaram as suspensões anteriores estão pedidos da defesa por mais tempo para análise de documentos e questões processuais levantadas pelos advogados.