A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado afirmou nesta quinta-feira que entregou a medalha do Prêmio Nobel da Paz ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um encontro na Casa Branca, em um gesto que definiu como reconhecimento pelo que considerou o empenho norte-americano pela “liberdade” do povo venezuelano.
Machado, que recebeu o Nobel da Paz em 2025 por sua atuação em favor da democracia na Venezuela, disse aos jornalistas que entregou pessoalmente a medalha a Trump e explicou o gesto relacionando-o a um episódio histórico envolvendo o marechal Simón Bolívar e o general Lafayette, sugerindo que o ato simbolizava a luta conjunta pela liberdade.
O encontro no escritório presidencial ocorreu em um momento delicado da política venezuelana, após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro por forças americanas em 3 de janeiro e a subsequente transição de poder no país.
Em sua rede social Truth Social, Trump agradeceu o gesto, classificando-o como “maravilhoso” e “de respeito mútuo”, e confirmou que manteria a medalha.
No entanto, o Instituto Nobel e a Fundação Nobel deixaram claro que o prêmio — segundo seus estatutos — não pode ser transferido, compartilhado ou revogado uma vez concedido, ainda que um objeto físico, como a medalha, possa mudar de mãos. O título de laureado, segundo a instituição, permanece exclusivamente ligado a Machado.
Analistas e autoridades do Nobel têm ressaltado a natureza simbólica da entrega da medalha, visto que a decisão oficial de concessão do prêmio não é alterada por gestos externos.